como me rasga a alma, como me transforma
o peso do tempo que teima em nao passar
a água que corre e nao me leva ao mar
os sonhos que teimam em não chegar
a mão que me toca sem lá estar
noites de insónia, dias de solidão
tardes chegam que mas tu não
sol que me queima
lua que me sussurra
passos que oiço sem barulho
cama fria, noite rasgada
lágrima salgada mas não esperada
fumo que queima, fogo que acalma
dor que invade e fere a alma...
flores não abrem, neve não cai
o tempo parou e não volta mais
distância atroz, saudade tamanha
vento que cheira, gelo que parte
horizonte longínquo que teima em chamar-te
núvens carregadas, chuva que lava
fé que aquece, esperança renovada
a cada palavra, a cada carinho
beijos como doces, abraços que faltam
liberdade conquistada, vida desejada
perto tão perto...
longe como as certezas
certa como tudo, e como nada...
01/12/2008
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